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Hachigatsu no Cinderella Nine: O anime pobre que ama beisebol – por MisterGil

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Postado em: #Animes #Fãs #Opinião #Preview

Um anime realmente de beisebol com garotas e repleto de curiosidades. Confira a analise de MisterGil sobre Hachigatsu no Cinderella Nine.

Hoje novamente quem nos escreve é o nosso companheiro e moderador do Server Anime Xis no Discord, MisterGil, que trouxe um pouco sobre o anime Hachigatsu no Cinderella Nine, que até está data contém 5 episódios lançados no Japão. Desfrute desse review e opine sobre ele nos comentários, Divirta-se!

Sei que é estranho alguém fazer uma análise no episódio 5 de um anime, peço desculpas por essa análise vir nesse momento, mas como tivemos o feriado do dia 1º de Maio aproveitei a oportunidade para escrevê-la, uma vez que não sei se terei essa mesma oportunidade ao término do anime. Espero que gostem dessa análise, antes que eu me esqueça deixem aquele clique bonito, cheiroso, vistoso no coraçãozinho ♥ para deixarem os adms contentes.

Amor ao beisebol

Como Hachigatsu no Cinderella Nine é um anime sobre beisebol feminino, logicamente a primeira coisa que devemos analisar é como o anime aborda o esporte.  O beisebol é o segundo esporte mais popular dos EUA e em algumas pesquisas é o mais popular do Japão, porém infelizmente, como na maioria dos esportes, o número de mulheres praticantes é bem pequeno. Na verdade, a maior parte do público feminino que gosta do esporte acaba praticando o softbol, visto que as instituições como o COI e a NCAA acabaram promovendo indiretamente a cultura de que beisebol é masculino e o softbol é feminino, você deve estar curioso e se perguntando: “beisebol e softbol tem diferença”?

A resposta é sim, no softbol temos 7 entradas ao invés de 9, as bolas são maiores, mais largas e mais pesadas, os tacos são mais pequenos, os campos de softbol possuem dimensões menores, o arremesso no softbol sempre deve ser realizado por baixo. Muitas mulheres optam pelo softbol pela praticidade, visto que as partidas são mais rápidas do que as de beisebol, a chance de lesão é bem menor e ainda há possibilidade de ser jogado em uma quadra fechada. Isso é destacado pelo anime indiretamente quando uma personagem afirma que no passado só existia uma escola com time de beisebol feminino, mas que devido ao sucesso dela, surgiram times femininos de beisebol e outras escolas com times femininos.

Ai seria demais, vamos deixar a tática para os especialistas.

Depois dessa contextualização podemos analisar com calma o enredo, o principal ponto positivo desse anime é ser um anime sobre esportes, algo raríssimo de vermos em animes em geral. Agora você deve estar discordando e preparando uma lista de animes, calma ai, vários desses animes que você pensou são animes de esporte não são sobre esporte, mas são obras em que o foco não é a realidade do esporte em si. Em Cinderella Nine o beisebol é apresentado de maneira como ele realmente é, nada de criança de 12 anos dizendo que estava escrito nas estrelas que seria arremessador de beisebol e que do nada arremessa um slider, sem arremessador de olhos heterocromáticos que “congela” o rebatedor, sem rebatedor gritando excalibur e o bastão virando espada, sem time dos milagres, são apenas meninas comuns jogando beisebol. Para deixar mais claro, mencionarei na sequência algumas cenas em que abordaram corretamente o beisebol.

O primeiro exemplo que cito é a escolha de posições, quando se vai jogar qualquer esporte coletivo, cada jogador ocupa uma determinada função em campo, no beisebol temos noves funções, ou seja, temos 9 posições.

Como definir quem joga em cada posição, para um primeiro jogo treino, depois de somente algumas semanas de treino? A catcher definiu as posições tendo como base principalmente fatores físicos e a vontade de cada jogadora, quando a gente montava aquele time pra jogar futebol fazíamos do mesmo jeito, fulano é alto vamos por de zagueiro, beltrano não gosta de jogar no gol e é ruim vamos por de volante. Explicando algumas escolhas, a catcher queria ser catcher porque gosta de estudar o jogo, no beisebol o jogador que mais estuda é o catcher. Em 2018, quase metade dos managers  da MLB eram ex-jogadores da posição, isso ocorre porque quem joga na posição tem de treinar com os arremessadores do seu time para conhecer os arremessos, ter uma noção de quando o arremessador está mal, o motivo, qual jogada chamar pra ajudar o arremessador, além disso estuda os rebatedores adversários, para ajudar o arremessador chamando arremessos que dificultem a vida dos rebatedores, como todo rebatedor estuda também o arremessador adversário, além disso vários catchers estudam até mesmo o árbitro da partida.

A. J. Hinch, manager dos Houston Astros e ex-catcher.

A jogadora escolhida para jogar como Primeira Base foi a única canhota do time, normalmente os primeiras bases são canhotos, visto que necessitam de um movimento a menos para fazer a eliminação do que os destros. As jogadoras escolhidas para segunda base e o interbases são as duas mais rápidas do time. No beisebol profissional os jogadores dessas duas posições normalmente são os mais rápidos do time, para não me alongar demais cito como último exemplo a right field, foi escolhida para a posição a jogadora que tem mais dificuldade,  em uma partida de beisebol é a posição do campo em que a bola menos vai, a não ser que o adversário possua muitos rebatedores canhotos.

Mitch Moreland, exemplo de primeira base canhoto.

O segundo exemplo interessante é com relação às luvas, temos cenas ensinando a amaciar a luva, outra a fazer recepção de maneira correta, a protagonista explique, de maneira correta que, a luva varia de jogador pra jogador, de posição para posição e no episódio 5 uma personagem percebe que uma jogadora adversária do campo externo está com luva de jogadora de campo interno. Todas essas informações são básicas do beisebol, mas desconhecidas de quem não joga e raramente mencionadas em animes.

Exemplo de luva de jogador de campo externo, comparando com a imagem anterior a diferença é clara.

Um terceiro exemplo, que eu gosto de mencionar é quando a
protagonista no episódio 1 explica para outras 2 personagens como arremessar a
bola, praticamente todos os arremessos são realizados daquela maneira, variando
a força que você crava a ponta do dedo na bola, se o dedo ta mais esticado ou
não, etc. Creio que com esses exemplos, dê para perceber que o anime de fato é
sobre beisebol, que leva um pouco do esporte para quem não conhece,  traz informações interessantes para quem
acompanha o esporte mas nunca praticou.

Outro ponto positivo é a composição do elenco, sempre é difícil fazer animes baseados nesses games com 80 e tantas personagens, agiram bem ao resumir aparentemente para 12 personagens, dá para você conhecer as personagens e suas personalidades, muitos animes pecam em querer mostrar 30 personagens em 12 episódios ou então em focar em 5 personagens apenas. Um time profissional normalmente tem 25 jogadoras, se excluirmos o bullpen, 3 dos arremessadores da rotação, catcher reserva, visto que elas não são profissionais e não jogam todo dia, o número de jogadoras é credível.

Resposta: Não Sei.

Pobreza

Esse tópico eu separo em duas partes primeiramente na história do anime Cinderella Nine, o time das meninas é pobre, nem é considerado um clube pela escola, recebe um pouco de verba como associação, o lugar de treino é fora da escola, num campo de beisebol velho e abandonado. Resumindo é um time que não tem como competir, a protagonista chegou a abandonar o esporte por um tempo, maioria nunca tinha jogado beisebol, uma tem medo da bola, mas como todo esporte o que importa é a diversão em jogar

Cena meiga, provavelmente no game a história dela deve ser triste.

Depois de falar sobre a pobreza das
personagens, hora de falar da pobreza do estúdio e pior da pobreza de espírito
de quem legenda.

É triste ver como uma história interessante, com personagens legais, com um enredo que trata bem um esporte, pode ser tão atrapalhada por baixo orçamento e má qualidade do estúdio. A TMS Entertainment juntou nesse anime tudo de ruim que já em animação na sua história, temos o combo de personagens de fundo sem rosto, igual vimos na segunda temporada do excelente ReLife, rostos deformados como vimos em Sora to Umi no Aida, falta de coerência na animação, como vimos em Nana Maru San Bastu, esse é mais difícil de ver se não prestar atenção, cito a cena em que a catcher está com a luva azul do irmão e do nada a cor da luva muda pra marrom e volta para o azul, certa ocasião o nosso amigo Wendel (mod. do Discord) disse: “… É corajoso fez uma animação que parece velha e ruim”, a TMS nesse caso seria sinônimo de coragem.

Dois prints da lista de vários que o nosso amigo Léo tirou, que mostram o mal serviço da TMS.

É impressionante como vemos legendas horríveis em animes sobre esporte, em Gurazeni erravam termos básicos, agora em Cinderella Nine continuamos vendo aqueles erros de dublagem de filme de futebol americano da sessão da tarde, no episódio 5 aparece o jardineiro central, nenhuma transmissão de beisebol da ESPN você verá esse termo, a posição de Center field normalmente mantém-se o nome em inglês, os abrasileiramentos mais usados são: campo central, externo central e até mesmo campista central.

Lembre-se: A Alegria é fundamental!

O anime Hachigatsu no Cinderella Nine está sendo disponibilizado pelo Crunchyroll com legendas em português todos os Domingos a tarde.

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